segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ora porra!


Depois de terem desvendado o ADN, de inventarem o telemóvel, a Internet, de criarem criancinhas em tubos de ensaio, de arranjarem clones chanfrados, de olharem para o Big-Bang, de passarem o atestado de óbito, enfim, a Deus, os cientistas acabam de descobrir o que é o amor. Ufa, o que virá a seguir? Querem estragar-nos o divertimento todo?...

Em pleno dia de São Valentim, os cromos vieram dizer ao mundo que o amor nada tem a ver com o coração. Não senhor. Está tudo ligado à mona. Estou mesmo a ver, daqui a um ano as lojas vão estar cheias de cerebrozinhos enrugados para dar às namoradas. A grande pergunta será qualquer coisa do género: “Queres juntar a tua cabecinha à minha?...”.

Pois é, afinal o amor não é mais que um cocktail de adrenalina, dopamina, serotonina, oxitocina e vasoprina – hormonas que activam três regiões concretas do cérebro: a zona ventral tegmental, o accumbens e o núcleo caudado. Safa!, ele há cada uma… e eu a pensar que a coisa se resumia a órgãos de funcionamento bem mais simples e a umas quantas beijocas…

Mas não. Sabe-se agora que cada uma daquelas hormonas desempenha um papel-chave nas parcelas distintas do amor – desejo, atracção e carinho. Na primeira fase entra em acção a segregação de hormonas sexuais: estrógenos e testosterona. Já a adrenalina, por seu lado, obriga o coração a bater mais depressa, seca-nos a boca e sua-nos as mãos.

A segunda fase (a atracção) tem como ponto central a zona ventral tegmental do cérebro, uma espécie de fábrica de dopamina, responsável pelos momentos de prazer, como as relações sexuais para uns, comer chocolate para outros ou snifar cocaína para os mais desesperados.

Se a dopamina predominasse levar-nos-ia à loucura, fruto de um transtorno obsessivo compulsivo que nos impediria de tirar da cabeça a pessoa amada. Felizmente existem a serotonina e a oxitocina, que permitem criar laços de simples afecto, que evoluem (ou regridem?) para simples carinho devido à intervenção da vasopresina, que leva à união emocional, ao sossego, e permite que o casal, se for caso disso, encontre a estabilidade necessária para constituir família.

Pronto, está tudo explicado. Podem começar a abrir os pulsos…

3 comentários:

  1. Siempre me es gratificante recorrer el mundo de los blogs… y encontrar algunos como el tuyo. También tengo la esperanza que alguna vez pueda verte por el mío, sería como compartir esta pasión por escribir que une a tantas personas y en tantos lugares...

    Sergio

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  2. Mas que raio de confusão para uma coisa tão simples! Qualquer dia ainda descobrem que os meninos chegam mesmo de França, no bico de uma cegonha.
    Beijo
    Maria

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  3. XIIIIII...que cocktail tão complicado!!!!

    Agora subiu-me uma coisa assim a modos que adrenalina que me obrigou a ir assim a modos que ao dicionário, ahahahahah...

    Eu prefiro manter os meus pulsos mesmo já com o reumático da idade e ficar-me pelo último parágrafo.

    É o verdadeiro e o menos complicado, xiiiii....

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