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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Assumam-se!...


Hoje acordei preocupado. É que só se ouve falar em homófobos para aqui, homófobos para ali e fala-se deles como se fossem os piores criminosos à face da terra. E dei comigo a pensar: ó caraças, será que eu padeço dessa coisa?...

Claro que fui logo consultar a Enciclopédia de Saúde. Nada. Passei para o Dicionário da Porto Editora. Nicles, népia. Bom, fiquei muito mais descansado. Se não estava ali era porque não existia. Logo, eu não poderia sofrer de algo que não existe. Ufa…

Fiz uma última tentativa. Cliquei no Google. Devo dizer que o faço sempre com uma certa desconfiança, porque com estas coisas de computadores, nets e quejandos já se sabe - está cheio de bicharada, vírus ou lá o que é.

Pimba! Tinha de ser. Homófobo – neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg em 1971 e que designa o ódio ou aversão a homossexuais. Pera aí. Mas eu não odeio ninguém. Quanto à aversão… ó que caraças. Pois é, estou tramado…

Confesso que os coisa e tal me fazem sentir assim um certo nó no estômago. Aqueles olhares libidinosos e a tendência para a visão periférica nas casas de banho públicas sempre me fizeram alguma confusão, assim a modos que enjoos de fígado…

Fui fazer a barba como acordei – preocupado. Olha que diabo, afinal sou homófobo e não sabia. Mas passou-me depressa. Há que assumir as coisas. Sou, sim senhor. E depois? Cada um é como é… Sabem o que vos digo? Be a proud homófobo!